Bebês programados para salvar vidas

Através da fertilização in vitro, pais decidem fazer novos bebês a fim de salvar a vida dos filhos que possuem doenças graves.

A fertilização in vitro, popularmente chamada de “bebê de proveta”, é um assunto que causa grande polêmica desde sua invenção, em 1978, na Inglaterra. No Brasil, a técnica foi usada pela primeira vez em 1984. A fertilização de um óvulo por um espermatozoide fora do corpo materno ainda não é aceita por muitos grupos sociais.

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Agravando ainda mais a polêmica, em 2001, a Inglaterra usou essa técnica para a seleção de um embrião que fosse geneticamente 100% compatível com uma criança que estava doente. Os médicos selecionaram o embrião, que não apresentava genes da doença, com o objetivo de salvar a vida do outro filho do casal.

Desde então, não houve tantos casos parecidos devido às brigas judiciais por conta de questões éticas. Entretanto, esse panorama vem mudando nos últimos anos e pelo menos vinte casais brasileiros já deram início a um procedimento parecido, segundo o médico geneticista Ciro Martinhago.

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Em fevereiro de 2012, nasceu a primeira brasileira, Maria Clara, concebida com o objetivo de salvar a vida da irmã mais velha, que tinha talassemia major, doença sanguínea rara que pode levar à morte. A doença é decorrente da deficiência da medula óssea, que passa a produzir menor quantidade de eritrócitos, podendo acarretar em anemias graves.

 

Após Maria Clara completar um ano de vida, ela foi submetida à sucção de parte da sua medula óssea, que posteriormente foi transplantada para sua irmã mais velha, Maria Vitória.

 

Segundo Jenyce Cunha, mãe das garotas, o nascimento da caçula trouxe muita alegria, pois, além de aumentar a família, também representou o fim das sessões de transfusão de sangue a que a filha mais velha era submetida a cada três semanas.

Mas o processo de seleção de um embrião com as características desejadas não é tão simples como pode parecer. Na primeira tentativa, o casal gerou seis embriões, sendo que todos foram descartados porque ou tinham a mesma doença da filha de 4 anos ou porque eram incompatíveis. Na segunda tentativa, foram produzidos dez embriões, sendo que apenas um deles era 100% compatível e não apresentava talassemia, além de outro embrião que tinha apenas traços da doença. Os dois embriões foram implantados em Jênyce, sendo que apenas um se desenvolveu normalmente.

 

Geneticistas e médicos alertam também sobre o perigo de vidas serem concebidas com o único propósito de salvar a vida de outras crianças. Eles ressaltam a importância de verificar juntamente com os pais o verdadeiro interesse pelos novos filhos.

 

Por enquanto, o Brasil não apresenta nenhuma legislação que regulamente a seleção prévia dos embriões e nem do que deve ser feito com os materiais genéticos que são gerados durante o processo e que não são utilizados posteriormente.

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Allana nº04 3ºB G2

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