90 anos – Semana da Arte Moderna

Este ano, mais em fevereiro, completou-se o aniversário de 90 anos da Semana da Arte Moderna, ocorrida entre os dias 11 e 18 de fevereiro de 1922, quando os intelectuais reuniram-se no Teatro Municipal de São Paulo para apresentar suas obras “diferentes’ do que havia até então, o que, embora eles não soubessem na época, mudaria o curso das artes e da cultura no país.

A semana de 22, como também é conhecida, foi idealizada pelo pintor Di Cavalcanti, e pretendia romper com a grande influência estrangeira e conservadora para dar ao Brasil uma arte brasileira e nova. Renovou-se a linguagem, experimentou-se diferentes maneiras de expressão, libertou-se do passado e criou uma identidade única.

A Semana foi o pontapé inicial para um período literário e artístico que perdurou por anos no Brasil: o Modernismo. E foi também o evento que reuniu nomes consagrados como; Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Víctor Brecheret, Plínio Salgado, Anita Malfatti, Menotti Del Pichia, Guilherme de Almeida, Sérgio Milliet, Heitor Villa-Lobos, Tarsila do Amaral, Tácito de Almeida e Di Cavalcanti.

Em síntese, a Semana de 22 foi a explosão de idéias inovadoras que aboliam por completo a perfeição estética tão apreciada no século XIX. Os artistas brasileiros buscavam uma identidade própria e a liberdade de expressão; com este propósito, experimentavam diferentes caminhos sem definir nenhum padrão. Isto culminou com a incompreensão e com a completa insatisfação de todos que foram assistir a este novo movimento. Logo na abertura, Manuel Bandeira, ao recitar seu poema Os sapos, foi desaprovado pela platéia através de muitas vaias e gritos.

Embora tenha sido alvo de muitas críticas, a Semana de Arte Moderna só foi adquirir sua real importância ao inserir suas idéias ao longo do tempo. O movimento modernista continuou a expandir-se por divulgações através da Revista Antropofágica e da Revista Klaxon, e também pelos seguintes movimentos: Movimento Pau-Brasil, Grupo da Anta, Verde-Amarelismo e pelo Movimento Antropofágico.

Todo novo movimento artístico é uma ruptura com os padrões utilizados pelo anterior, isto vale para todas as formas de expressões, sejam elas através da pintura, literatura, escultura, poesia, etc. Ocorre que nem sempre o novo é bem aceito, isto foi bastante evidente no caso do Modernismo, que, a principio, chocou por fugir completamente da estética européia tradicional que influenciava os artistas brasileiros.

ALGUMAS CURIOSIDADES:

– Durante a leitura do poema “Os Sapos”, de Manuel Bandeira (leitura feita por Ronald de Carvalho) , o público presente no Teatro Municipal fez coro e atrapalhou a leitura, mostrando desta forma a desaprovação.

– No dia 17 de fevereiro, Villa-Lobos fez uma apresentação musical. Entrou no palco calçando num pé um sapato e em outro um chinelo. O público vaiou, pois considerou a atitude futurista e desrespeitosa. Depois, foi esclarecido que Villa-Lobos entrou desta forma, pois estava com um calo no pé.

AQUI está um vídeo a respeito da Semana de 22, com informações e curiosidades.

Fontes: literatortura.com

G7 – 3ºB.

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