Cantinho BeSt

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Livros e flores

“Teus olhos são meus livros.
Que livro há aí melhor,
Em que melhor se leia
A página do amor?

Flores me são teus lábios.
Onde há mais bela flor, 
Em que melhor se beba
O bálsamo do amor?”

Machado de Assis

Emerson Soares – 3ºA

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Divulgação de Registro de Candidaturas 2012

O Tribunal Superior Eleitoral divulgou as páginas da Justiça Eleitoral que contêm dados acerca do pleito de 2012. 

A seguir, estão listados dois dos sites divulgados.

 

O calendário eleitoral: http://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2012/calendario-eleitoral#6_9_2012

Indicação dos períodos a serem observados nas práticas eleitorais. Lembrando que o 1º turno das Eleições de 2012 será no dia 7 de outubro e o 2º turno no dia 28 de outubro.

 

A divulgação de candidaturas de 2012: http://divulgacand2012.tse.jus.br/divulgacand2012/abrirTelaPesquisaCandidatosPorUF.action?siglaUFSelecionada=SP&codigoSituacao=0

DivulgaCand 2012 é o sistema responsável pela divulgação das candidaturas registradas em todos os municípios do Brasil. Por meio deste sistema, é possível consultar o quantitativo de candidaturas por município e cargo. Além disso, pode-se verificar a situação do candidato, assim como todos os seus dados, conforme foi informado à Justiça Eleitoral.

O sistema é disponibilizado na Internet para todos os cidadãos que desejarem. Para acessá-lo, não há necessidade de cadastro prévio ou autenticação de usuário.

 

Laís Cera de Souza 3ºA

Nelson Rodrigues – 100 anos

Nelson Falcão Rodrigues nasceu no Recife, em 23 de agosto de 1912, o quinto filho de uma família de catorze. Quando tinha três anos, seu pai, Mário Rodrigues, foi tentar a sorte no Rio de Janeiro, capital da República. O combinado era que tão logo encontrasse trabalho, chamava a família para ir a seu encontro. Maria Esther, sua esposa, não agüentou esperar. Em 1916, empenhou as jóias e mandou um telegrama para o marido, já avisando do embarque naquele mesmo dia. Nelson conta, nas “Memórias” publicadas no “Correio da Manhã”, que se não fosse a atitude da mãe, o pai jamais teria permanecido no Rio.

Olegário Mariano hospedou Mário, Maria Esther e os seis filhos (Joffre Rodrigues tinha nascido em 1915) em sua casa por alguns dias. O primeiro endereço da Família Rodrigues no Rio de Janeiro foi a Rua Alegre, na Aldeia Campista. Durante esse período, Nelson começou a desenvolver sua apurada observação sobre o mundo e entrou em contato com o universo passional que seria tema, no futuro, de “A vida como ela é…”. Como a lembrança do rapaz que tomou veneno, em 1917, por ter brigado com sua namorada e da imagem da mãe e da namorada do morto disputando o defunto em pleno velório.

No Rio, seu pai fundou o jornal “A Manhã”, onde Nelson começou sua carreira jornalística, aos 13 anos de idade. Em 1929, tendo perdido “A Manhã” para seu sócio, Mário Rodrigues lança “Crítica”. O jornal que será palco da primeira grande tragédia que irá acometer a família: o assassinato de Roberto.

Assassinato de Roberto

O fato ocorreu por conta de uma reportagem acusatória. “Crítica” ia publicar “as causas ocultas” do divórcio de uma mulher da sociedade. O motivo não alegado publicamente seria o adultério. Quando soube que a matéria sairia no jornal, Sylvia Seraphim foi até a redação para tomar satisfações. Roberto Rodrigues que sempre tivera inclinação para a pintura, também trabalhava no jornal. Enquanto Milton, Mário Filho, Nelson e Joffre apuravam as notícias, Roberto cuidava das ilustrações.

A moça entrou na redação do jornal, no dia 26 de dezembro, e perguntou:
– O Mário Rodrigues está?
– Não. – responderam – É só com ele ou pode ser com o filho?

Nelson estava na redação na hora do crime. Roberto recebeu a moça e fechou a porta da sala. Foi o tempo para ela sacar o revólver de dentro da bolsa e atirar. Roberto ficou três dias entre a vida e a morte. Durante esse tempo, a família acreditou na recuperação.

O assassinato de Roberto marcou profundamente a trajetória da família. Mário Rodrigues, inconformado por seu filho ter sido morto em seu lugar, passou a exagerar na bebida e, em pouco mais de dois meses, morreu.

Milton e Mário Filho assumiram o jornal. Passados poucos meses, “Critíca” foi fechada pela polícia, por ordens do governo, com a vitória de Getúlio Vargas, na Revolução de 30. Começou, assim, o período da fome. Até 1935, quando a situação começou a melhorar, os Rodrigues experimentaram a miséria. Em trecho das “Memórias”, Nelson escreve: “eu e toda minha família conhecemos uma miséria que só tem equivalente nos retirantes de Portinari”.
O saldo do período foram as duas tuberculoses de Nelson, que chegou a ser internado, e a morte de Joffre, aos 21 anos, também devido à tuberculose. Joffre era o irmão mais próximo de Nelson, ele dizia que era como se os dois fossem gêmeos.

Em 1936, ano da morte de Joffre, Mário Filho havia tornado-se sócio do “Jornal dos Sports” e Nelson passou a fazer contribuições sobre futebol. Daí para frente, vai contribuir e trabalhar em diversos veículos, como “Correio da Manhã”, “O Jornal”, “Última Hora”, “Manchete Esportiva” e “Jornal do Brasil”, entre outros. Escreverá crônicas, contos, correio sentimental, folhetins, comentário esportivo e artigos opinativos.

O teatro surge em 1941, quando estréia “A Mulher Sem Pecado”. A grande aclamação de Nelson, contudo, será com a encenação de “Vestido de Noiva”, dirigida por Ziembinski, marco do teatro brasileiro moderno. Nunca se vira nada semelhante no país, público e crítica foram unânimes perante o ineditismo do espetáculo. Apesar das polêmicas sobre obras posteriores e problemas enfrentados com a censura, o valor dramático de Nelson foi reconhecido de imediato por grande parte dos diretores, atores e críticos da época.

Com uma capacidade de trabalho invejável, Nelson ainda fez história na televisão brasileira. Participou de mesas-redondas, com comentaristas como Luis Mendes e João Saldanha; fez “A Cabra Vadia”, no qual pessoas de destaque eram entrevistadas por Nelson com a presença, no estúdio, de uma cabra viva; foi pioneiro na teledramaturgia brasileira, ao escrever, para a TV Rio, a novela “A Morta Sem Espelho”.

Enquanto esteve vivo, acompanhou a adaptação de sua obra para o cinema e chegou a colaborar com o roteiro de “A Dama do Lotação”, de Neville D’Almeida, “Bonitinha, mas ordinária” e “Álbum de Família”, de Braz Chediak. Escreveu, também, os diálogos para dois filmes: “Somos Dois”, de Milton Rodrigues, e “Como ganhar na loteria sem perder a esportiva”, de J. B. Tanko.

Stella Rodrigues e Maria Clara Rodrigues contam que, no final da vida, Nelson estava bastante debilitado e sofria muito. Depois de um aneurisma na aorta, foi operado três vezes. Seu estado era agravado pelo fato de nunca ter tido uma saúde invejável. Nelson Rodrigues morreu no dia 21 de dezembro de 1980. Foi enterrado com a bandeira do Fluminense. Deixou seis filhos: Jofre, Nelson, Maria Lucia, Paulo César, Sonia e Daniela.

Fonte: http://nelsonrodrigues.com.br/site/sobre.php

Por Viviane Freitas

Vereador e Prefeito, Quais São Suas Funções?

Vereador

vereador ou edil é o agente político que atua no âmbito dos municípios, a nível legislativo, conforme a forma de governo constitucional naCâmaras. No Brasil, ele tem atividade legislativa e parlamentar, gozando de prerrogativas legais assecuratórias do mandato, como a imunidade por suas palavras. Em Portugal e Moçambique, o vereador tem apenas poder executivo.

Em Portugal, desde suas origens, a presença do poder real era marcado pela instalação, em cada unidade municipal com administração própria (vilas e cidades), dos pilouros (ou pelourinho – símbolo geralmente gravado em pedra com as armas da Coroa, em volta do qual se procedia a reunião dos moradores para a votação, em sacos chamados pelouros) e da instalação de um “Conselho”, formado por cidadãos ou vilões dentre aqueles mais abastados e de melhor reputação.

Com a incrementação da política colonialista, e o desenvolvimento crescente de algumas povoações, necessitando com isto de administração local diversa da dos agentes diretos da Coroa – procedeu-se também nas colônias a instituição de vilas e cidades – dotando-as, portanto, de um Conselho de Vereadores.

Por este tempo, foram previstas desde as Ordenações Manuelinas e, mantidas pelas Filipinas, mais centralizadoras, exerceram maior ou menor importância em diversos momentos históricos.

De acordo com as Ordenações Manuelinas, as Câmaras ou Conselhos tinham poderes, além dos ordinariamente atribuídos (limitado poder legistativo e parlamentar), também funções judiciárias – o que foi praticamente extinto, com as Filipinas. Permanecia, por exemplo, o papel de baixar as chamadas posturas (leis disciplinando a vida na urbe. Um bom exemplo dessa postura era a adotada em muitas vilas, proibindo a entrada de ciganos), taxas sobre o trabalho de artesãos.

Foram, segundo alguns, os verdadeiros representantes dos poderes da Coroa nas colônias – o único ente administrativo verdadeiramente presente em todas as vilas.

 

A figura do vereador hoje

Sendo o município um dos entes integrantes da Federação Brasileira, conforme define a Constituição de 1988, delegou a Carta Magna maiores poderes a este. Os artigos 29 a 31 prescrevem, para os vereadores, dentre outros:

  • Mandato de quatro anos, por voto direto e simultâneo em todo o país;
  • Elaboração da Lei Orgânica do Município;
  • Número de integrantes nas câmaras proporcional à população do município (variando de 9 a 55);
  • Fiscalização e julgamento das contas do Executivo;
  • Inviolabilidade por suas opiniões, palavras e votos – no exercício do mandato e na circunscrição do município;
  • Legislar sobre assuntos de interesse local.

Para concorrer ao mandato de vereador a idade legal mínima é de dezoito anos.

 

Prefeito

Prefeito é uma designação comum dada a várias funções desenvolvidas por um administrador. Para facilidade acadêmica, visualiza-se melhor, aplicando-se definições distintas a cada caso.

Funções

A partir da constituição brasileira de 1934, o cargo de prefeito passou a ser o único, em todo o Brasil, ao qual estão atribuídas as funções de chefe do poder executivo do governo local, em simetria aos chefes dos executivos da União e do estado, portanto, em forma monocrática. Este texto quer dizer que deverá haver harmonia e integração de ação entre as esferas envolvidas sem a intervenção de uma na outra, exceto nos casos previstos na Constituição Federal.

 

ELEIÇÕES

O prefeito é eleito por sufrágio universal, secreto, direto, em pleito simultâneo em todo o País, realizado a cada quatro anos, no primeiro domingo deoutubro.

E trinta dias após tem lugar o segundo turno, se o eleito em primeiro lugar não atingir 50% dos votos válidos mais um voto, no caso de municípios com mais de duzentos mil eleitores.

Conforme a legislação eleitoral atual no Brasil para tornar-se elegivel, exige-se uma série de requisitos;

  • possuir nacionalidade brasileira ou portuguesa (neste caso, o cidadão português deve se encontrar amparado pelo Estatuto de Igualdade entre Portugueses e Brasileiros),
  • título de eleitor em dia e estar em gozo pleno do exercício dos direitos políticos,
  • domicilio eleitoral na circunscrição na qual o candidato se apresenta,
  • filiação partidária,
  • Ser alfabetizado (pela atual constituição brasileira de 1988 este tópico caiu, mas tende a ser mudado),
  • Desincompatibilização de cargo público – Se ocupa um cargo público deve sair seis meses antes das eleições e voltar caso possa só após seis meses ao pleito eleitoral,
  • Renúncia de outro mandado até seis meses antes do pleito e não ser parente afim ou consangüíneo, até segundo grau, ou cônjuge de titular de cargo eletivo; pode, entretanto, ser candidato à reeleição (artigo 14 da Constituição).
  • Ter idade mínima de 21 anos.

A lei eleitoral poderá estabelecer outras incompatibilidades, como alterar o prazo de domicílio eleitoral e outros ítens.

Eleições 2012: Voto antecede a democracia no país

Começou no último dia 21 de agosto a propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão para as eleições municipais deste ano.

No Brasil as eleições ocorrem (alternadamente) a cada dois anos, ora para os cargos de presidente, governador, deputado e senador (a última, em 2010), ora para os cargos de prefeito e vereador. Os senadores são eleitos para um mandato de oito anos, enquanto os demais cargos têm mandatos de quatro.

O processo eleitoral é considerado o ato mais importante da democracia, pois é quando os cidadãos exercem seu direito de escolher seus governantes. A despeito disso, no Brasil as eleições antecedem o próprio regime democrático e o sistema republicano de governo. Diferente do que usualmente se pensa, as eleições são instrumentos usados até mesmo por ditaduras.

A tradição eleitoral brasileira remonta ao século 16, na época do Brasil Colônia. Segundo os historiadores, a primeira eleição ocorreu em 1532 em São Vicente (SP) para escolher o Conselho Administrativo da vila.

Desde então, o voto tornou-se regular nas capitanias durante todo o período em que o Brasil foi colônia de Portugal. Mas era um país bem diferente do atual, escassamente povoado e com comunicação e transportes precários entre as regiões.

A sociedade também era bem diversa. De acordo com Laurentino Gomes, em seu livro “1808”, a cada três brasileiros, um era escravo e a maior parte da população era analfabeta e pobre. Sendo assim, eram poucos brasileiros que podiam votar: somente uma elite pertencente à famílias tradicionais e proprietários de terra.

Em 1821, um ano antes da proclamação da Independência, foram realizadas as primeiras eleições gerais no país. O objetivo era eleger deputados que representariam o Brasil na Corte Portuguesa. A votação durou meses em razão da burocracia.

Fraudes

No Período Imperial (1824-1889) foi definido o primeiro sistema eleitoral brasileiro. Votava-se para escolher, nas cidades, o juiz de paz e os vereadores. Os brasileiros ainda escolhiam os representantes da recém-criada Assembleia Geral, constituída por Câmara dos Deputados e Senado.

Para os cargos municipais as eleições eram diretas; já para escolher deputados e senadores, eram indiretas: votantes escolhiam os eleitores que elegiam os candidatos. Esse sistema de voto indireto durou até 1880.

Podiam votar homens com idade a partir dos 25 e renda anual de 100 mil réis, para votante, e 200 mil, para eleitor (o chamado voto censitário). Mulheres, índios e escravos não tinham direito ao voto. Assim, apenas 1,5% da população comparecia às urnas.

O alistamento eleitoral, feito no dia do pleito, dava vazão a todo tipo de fraudes. As votações aconteciam nas igrejas, após uma missa.

A República aboliu o voto censitário, mas, na prática, pouca coisa mudou. Os eleitores eram induzidos a votar em candidatos indicados pelos coronéis (grandes proprietários de terras) que organizavam as eleições. O voto não era secreto.

Já o século 20 trouxe alguns avanços ao processo eleitoral, como o direito ao voto feminino, em 1932. O Brasil foi o segundo país da América Latina a instituir o voto feminino, seguindo o Equador.  Mesmo assim, o eleitorado não atingia 3% da população.

Entre as principais medidas que visavam garantir a legitimidade estavam o voto secreto e a criação da Justiça Eleitoral, que passou a cuidar do alistamento, da apuração dos votos e do anúncio do resultado.

O Golpe de Estado de 1937, contudo, interrompeu o exercício democrático no país durante os 9 anos da ditadura de Getúlio Vargas.

O Congresso foi fechado, os partidos políticos foram proibidos e as eleições suspensas pela primeira vez na história do país. O retorno do voto, em 1945, trouxe o maior contingente de eleitores (pela primeira vez, acima dos 10% da população) e um processo mais limpo, sem fraudes.

Ditadura

Outra ruptura na democracia brasileira aconteceu com o Golpe Militar de 1964. Durante as duas décadas seguintes, o regime suprimiu direitos civis e liberdades individuais em nome da segurança nacional. Curiosamente, foram mantidas as eleições para alguns cargos.

Mesmo com o Congresso fechado em duas ocasiões, políticos com mandatos cassados e a polarização dos partidos (o ARENA e o MDB), os brasileiros puderam votar para deputados (estaduais e federais) e para vereadores, pelo sistema proporcional.

Já as eleições majoritárias para prefeito, governador, senador e presidente foram restritas ou suspensas. As eleições diretas só foram retomadas nos anos 1980, e os brasileiros só puderam votar novamente para presidente em 1989, quando foi eleito Fernando Collor de Mello.

Hoje o país possui um processo eleitoral moderno e ágil, virtualmente imune a fraudes. A implantação da urna eletrônica em 1996 permite que os resultados sejam divulgados poucas horas após o término do pleito. O país possui o terceiro maior número de eleitores do mundo, atrás apenas da Índia e dos Estados Unidos. Qualquer brasileiro maior de 16 anos pode votar e 95% da população adulta está alistada.

Fonte:http://educacao.uol.com.br/disciplinas/atualidades/eleicoes-2012-voto-antecede-a-democracia-no-pais.htm

Viviane Freitas